quinta-feira, 31 de março de 2011

PostHeaderIcon Limite de Idade para Morrer? Podemos viver mais que 120 anos?

PerguntaÉ verdade que a Bíblia nos diz que uma pessoa pode viver no máximo 120 anos?

Resposta:
Muitas pessoas entendem Gênesis 6:3 como um limite de 120 de idade para a humanidade: "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre; e ele só viverá cento e vinte anos" (NVI). Entretanto, o capítulo 11 de Gênesis registra algumas pessoas cujas vidas ultrapassaram 120 anos de duração. Alguns interpretam que Gênesis 6:3, como regra geral, sugere que as pessoas não viverão por mais de 120 anos. Depois do dilúvio, o tempo de vida começou a encolher drasticamente (compare Gênesis 5 com Gênesis 11) e, finalmente, caiu para abaixo dos 120. Desde aquela época, poucas pessoas (há quem diga nenhuma) viveram mais do que 120 anos.

No entanto, há outra interpretação para este texto, a qual parece estar mais de acordo com o contexto de Gênesis. Os Targumim antigos (traduções interpretativas aramaicas), e a maioria dos comentaristas judaicos clássicos, explicam que "[o homem] só viverá cento e vinte anos" significa que Deus decidiu dar à geração do Dilúvio 120 anos para rever sua conduta. Se melhorasse seu modo de agir, seria salva. Se os homens daquele tempo não se arrependessem antes de 120 anos, seus dias terminariam e Deus então limparia o mundo com uma grande inundação (dilúvio).

Alguns contestam essa interpretação, devido ao fato de Deus ter mandado Noé construir a arca quando este tinha 500 anos de idade (Gênesis 5:32). Com 600, veio o dilúvio (Gênesis 7:6): ou seja, um intervalo de apenas 100 anos, e não 120. No entanto, o momento exato do pronunciamento de Deus em Gênesis 6:3 não é descrito. Além disso, Gênesis 5:32 não é exatamente o momento em que Deus mandou Noé construir a Arca, mas sim a idade que Noé tinha quando se tornou pai de seus três filhos. É perfeitamente plausível que Deus tenha determinado que a inundação ocorreria dentro de 120 anos e então esperado alguns anos antes de mandar Noé construir a arca. Seja lá qual for o caso, de forma nenhuma os 100 anos passados entre Gênesis 5:32 e 7:6 contradizem os 120 anos mencionados em Gênesis 6:3.

Centenas de anos depois do dilúvio, Moisés também declarou: "Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!" (Salmos 90:10). Nem Gênesis 6:3 nem Salmos 90:10 são limites impostos por Deus acerca da expectativa de vida máxima para a humanidade. Gênesis 6:3 é provavelmente uma predição acerca da data na qual viria o dilúvio. Salmos 90:10 simplesmente declara que, como regra geral, as pessoas vivem 70-80 anos (o que ainda parece acontecer atualmente).
FontesChabad.org (Menachem Posner, em inglês) e Gotquestions.org (em português).
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PostHeaderIcon O Homem já Viveu Centenas de Anos?

Para muitos, a idéia de que os homens certa vez viveram por vários séculos parece ficção. Não levam isso mais a sério do que “A Lista do Rei Sumério”, que reza, em parte: “Quando a realeza baixou do céu, a realeza era (primeiro) em Eridu. (Em) Eridu, Alulim (se tornou) rei e regeu por 28.800 anos. Alalgar regeu por 36.000 anos. Dois reis (assim) regeram por 64.800 anos.”

Ao passo que não fornece tais números fantásticos, a Bíblia deveras indica que houve época em que os homens viviam por muito mais tempo do que hoje. Exemplificando: lemos que Adão, Sete, Enos, Quenã, Jarede, Matusalém e Noé viveram, cada um, mais de 900 anos (Gênesis 5:5, 8, 11, 14, 20, 27; 9:29). Aconteceu realmente isso?

Patriarca
Idade
Referência Bíblia
1
Adam
930
2
Sete
912
3
Enos
905
4
Quenã
910
5
Maalalel
895
6
Jarede
962
7
Enoque
365 (traduzido)
8
Matusalém
969
9
Lameque
777
10
Noé
950

Alguém poderia raciocinar: ‘Como poderiam os homens dos tempos antigos terem vivido durante séculos, quando pouquíssimos, hoje em dia, chegam a viver até mesmo cem anos? Isso é impossível.’ Quanto a isto, pode-se notar que ninguém pode dizer exatamente até que ponto a duração da vida humana chega a seu limite máximo. A Encyclopœdia Britannica (Ed. de 1976, Macropœdia, Vol. 10, p. 911) declara: “A duração exata da vida humana é desconhecida, embora haja, presumivelmente, uma duração máxima de vida estabelecida para a raça humana no código genético. À primeira vista, esta declaração parece irracional. Por certo, nenhum humano consegue viver 1.000 anos. Muito embora todos possam concordar que a possibilidade de uma pessoa viver 1.000 anos é infinitésima, não existe prova científica de que tal declaração seja ou não verdadeira.”

Durante os mil anos após o Dilúvio, porém, a Bíblia registra um declínio progressivo da expectativa de vida dos patriarcas, a partir de Noé, que viveu até os 950 anos de idade, até Abraão, com 175. Moisés foi considerado bastante velho para o seu tempo (120 anos), uma vez que, quando refletia sobre a brevidade da vida, ele disse: "Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!" (Salmo 90:10).


Patriarca
Idade
Referência Bíblia
11
Sem
600
12
Arpachade
438
13
Selá
433
14
Éber
464
15
Pelegue
239
16
Reú
239
17
Serugue
230
18
Naor
148
19
Terá
205
20
Abraão
175


Assim sendo, do ponto de vista científico, não se pode apresentar nenhuma evidência para provar ou para refutar o que a Bíblia afirma sobre a longa duração da vida de certos homens nos tempos antigos. As declarações bíblicas, portanto, sustentam-se em seus próprios méritos. Será que o contexto mostra que são deveras fatuais?

Algumas pessoas concluíram que os anos alistados na Bíblia para tais homens devem ter sido mais curtos talvez tendo apenas um mês. Mas, isto não concorda com o contexto em que a Bíblia menciona a idade em que morreram homens tais como Quenã e Malalel. Lemos: “Quenã viveu setenta anos. Tornou-se então pai de Malalel. E depois de gerar Malalel, Quenã continuou a viver oitocentos e quarenta anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. De modo que todos os dias de Quenã somaram novecentos e dez anos, e morreu. E Malalel viveu sessenta e cinco anos. Tornou-se então pai de Jarede” (Gênesis 5:12-15). Caso substituíssemos a palavra “anos” por “meses”, isto significaria que tanto Quenã como Malalel se tornaram pais quando tinham seis anos. Isto, por certo, é desarrazoado.

Que os anos eram não meses de trinta dias, mas provavelmente de doze meses de trinta dias, torna-se evidente do que a Bíblia afirma sobre o Dilúvio. O dilúvio começou “no seiscentésimo ano da vida de Noé, no segundo mês, no dia dezessete do mês”. (Gên. 7:11) A arca veio a pousar nos montes de Ararate cinco meses depois, “no sétimo mês, no dia dezessete do mês”. (Gên. 8:4) Segundo Gênesis 7:24, isto foi depois de ‘as águas continuarem a predominar sobre a terra por cento e cinquenta dias’. Visto que cinco meses se igualavam a “cento e cinquenta dias”, um mês teria, trinta dias de duração. Ademais, a Bíblia menciona especificamente o “décimo mês” e, depois disso, um período de tempo de quarenta dias e dois períodos de tempo de sete dias. (Gên. 8:5, 6, 10, 12) Daí, “no ano seiscentésimo primeiro [da vida de Noé], no primeiro mês, no primeiro dia do mês, deu-se que as águas se tinham escoado de cima da terra... E no segundo mês, no dia vinte e sete do mês, a terra se tinha secado.” (Gên. 8:13, 14) Obviamente, não existe nenhuma base para se afirmar que do 600° ano da vida de Noé até seu 601° ano, houvesse apenas um mês. Não, estava envolvido um completo ano lunar de doze meses e dez dias.

Que os homens certa vez viviam centenas de anos está em plena harmonia com o contexto de toda a Bíblia. Nas Escrituras Sagradas aprendemos que o primeiro homem, Adão, foi criado perfeito. Tinha diante de si a perspectiva de uma duração infindável de vida. O lindo lar ajardinado em que foi colocado, continha tudo que era necessário para a vida humana ser sustentada de modo indefinido. No primeiro livro da Bíblia, lemos: “Yehowah Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim.” (Gên. 2:9) Essa “árvore da vida” representava a garantia de Deus de vida contínua para os que tivessem direito de participar dela. Quando o primeiro homem, Adão, desobedeceu à lei de Deus, perdeu seu direito de comer desta árvore e, portanto, foi expulso de seu deleitoso lar paradísico. (Gênesis 3:22-24).

Ao mesmo tempo, Adão, por sua desobediência, arruinou sua perfeição e isto encurtou a duração de sua vida, e a dos seus descendentes. (Romanos 5:12).

Em estado perfeito, o corpo de Adão tinha o potencial para ser sustentado para sempre e isso também se daria com outros humanos sem pecados. Assim, visto que o homem foi criado para usufruir a vida infindável, segue-se, logicamente, que Adão e seus descendentes iniciais devem ter vivido muito mais que seus descendentes posteriores, que estavam mais distanciados da perfeição.

É exatamente isso que a Bíblia mostra ter sido o caso. Depois do grande dilúvio dos dias de Noé, que ocorreu mais de dezesseis séculos desde o tempo da criação de Adão, a expectativa de vida humana caiu agudamente. Entre os nascidos após o Dilúvio, a expectativa de vida continuou a decrescer mais gradualmente. Pode-se ver isto por se considerar a seguinte tabela.

Cerca de 300 anos depois da morte de Abraão, a duração média da vida humana tinha caído um pouco mais, de modo que Moisés pôde dizer: “Os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos.” (Salmos 90:10) Tais palavras a respeito da expectativa média de vida ainda se aplicam hoje.

Causas Biológicas do Envelhecimento
O que exatamente causa o processo de envelhecimento em nosso corpo?
Embora o mecanismo de envelhecimento (e sua prevenção) tenha sido objeto de investigação biomédica, a ciência ainda não tem uma resposta definitiva para esta pergunta. Por volta da virada do século, acreditava-se que o envelhecimento não envolvia diretamente as células vivas do nosso corpo, mas era um fenômeno extracelular. Acreditava-se que as nossas células, desde que devidamente alimentadas, poderiam crescer e se dividir indefinidamente fora do nosso corpo. Em 1961, essa idéia foi refutada por Leonard Hayflick, que manteve células humanas fora do corpo em recipientes de vidro cobertos com nutrientes. Hayflick descobriu que as células cultivadas desta forma normalmente morriam depois de cerca de 50 divisões celulares (limite de Hayflick). Isto sugere que mesmo as células individuais do nosso corpo são mortais, além de qualquer outra influência corporal.

Determinantes Genéticos
Tanto o tempo de vida como o envelhecimento são processos que têm determinantes genéticos únicos e sobrepostos. Acredita-se que aproximadamente 20-30 por cento dos fatores que afetam a vida são hereditários e, portanto, genéticos. A expectativa de vida varia muito entre os indivíduos, indicando que, embora o envelhecimento seja importante, outros fatores também estão envolvidos.

Mutações e Gargalos Genéticos
A mutação é qualquer mudança na seqüência do DNA. Todas as mutações conhecidas causam uma perda de informação. Acredita-se que a taxa de mutações (todos os tipos) por geração seja maior que 1000.  Herdamos mutações de nossos pais e também desenvolvemos mutações próprias e, posteriormente, passamos uma parte delas aos nossos filhos. Dessa forma, é provável que nas muitas gerações entre Adão e Moisés um grande número de mutações estivesse presente em qualquer indivíduo.
Gargalos genéticos (ou gargalos populacionais) ocorrem quando uma parte significativa da população morre ou fica isolada. Isso ocorreu no momento do dilúvio, quando a população humana foi reduzida para oito pessoas (Gênesis 6-9). Outros gargalos menores ocorreram após a dispersão da Torre de Babel (Gênesis 11). Estes eventos teriam resultado em uma redução significativa da variedade genética.
Para cada gene existem duas ou mais versões chamadas alelos. É possível que alelos "bons" (não mutados) mascararem ou escondam alelos "maus" (mutados). No entanto, em uma população menor, com menos variação alélica, isto se torna mais difícil de realizar, e assim alelos mutados têm um efeito maior.
Embora Noé tenha vivido 950 anos, seu pai, Lameque, viveu apenas 777 anos (não sabemos se ele morreu de velhice). Além disso, não sabemos quanto tempo a mulher de Noé viveu, mas o filho de Noé, Sem viveu apenas 600 anos. Considerando que o período de vida mais longo registrado de alguém nascido depois do Dilúvio foi Éber (464 anos), parece que tanto as mutações como os gargalos genéticos tiveram grandes efeitos sobre o envelhecimento e a expectativa de vida.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

PostHeaderIcon Quando Jesus Nasceu?

Uma coisa é certa: Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro do ano 1. Esta data foi uma convensão adotada pelos governantes cristãos do império romano. Entenda toda a história que corre às sombras do natal.

“Hoje é um dia tão bom quanto qualquer outro para voltar à pergunta que atormenta historiadores e estudiosos da Bíblia por mais de 2000 anos: quando Jesus Cristo nasceu? Eles concordam que não foi em 1 AD (Anno Domini, o ano do Senhor). Quanto a se foi em Dezembro, é uma questão de pura suposição. O calendário que usamos hoje é baseado no que Julio César decretou em 1° de Janeiro de 45 AC, que começa na fundação de Roma, no século I AC. No século VI, Dionysius Exiguus, um monge, propôs que a Era Cristã começasse em uma data de significado religioso inquestionável, a suposta data do nascimento de Jesus Cristo. Com esse sistema, as seqüências AC e DC começaram. Recentemente, no entanto, AC ou Antes de Cristo, mudou para AEC, ou Antes da Era Cristã, e AD (Anno Domini) se tornou EC, ou Era Cristã. A data exata do nascimento de Jesus poderia ser estabelecida se soubéssemos a idade exata que tinha ao ser crucificado, porque naquele dia houve um eclipse lunar que o historiador britânico, Colin Humphreys, afirma ter ocorrido em uma terça-feira, 3 de Abril de 33 EC. Infelizmente não sabemos quantos anos Jesus tinha ao ser crucificado. Alguns dizem que ele tinha “uns trinta” e outros que ele “ainda não tinha cinqüenta”.
A Bíblia continua sendo a fonte principal de pistas. Jesus Cristo nasceu durante o governo de Augusto César, 44 AEC à 14 EC. Os evangelhos de Mateus e Lucas dizem que Jesus nasceu durante a regência de Herodes, o Grande, que morreu na primavera de 4 AEC. Mas também há registros de que Herodes tenha morrido em 5 AEC, 1 AEC e 1 EC. Ele foi sucedido por Herodes Antipas (21AEC – 39 EC). Durante esse período, Jesus estava ativo como pastor e operador de milagres.”

Adiel Almeida de Oliveira (1999) afirma que João Batista foi gerado logo depois do período em que os sacerdotes do turno de Abias serviam no templo, ou seja, no fim de junho ou começo de julho, em nosso calendário. Jesus foi gerado pelo Espírito Santo seis meses depois, isto é, no fim de dezembro ou começo de janeiro (provavelmente durante os dias da festa de Hanuká – a festa das luzes). Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar à luz ao nosso Senhor no fim de setembro ou começo de outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim (I Rs. 8:2). O sétimo mês judaico era marcado pela soleníssima Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés.
A conclusão surpreendente a que chegamos é de que Jesus não nasceu nem poderia ter nascido em dezembro, nem poderia usar para nascer uma data de festividade pagã, como a Saturnália romana ou o natalis invicti solis, mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para vir ao mundo.

Além disso...

O mês judaico de quisleu (que corresponde a Novembro/Dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (Dezembro/Janeiro). Era o mês em que ocorriam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o clima naquela região.
O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu era de fato um mês frio e chuvoso. Depois de dizer que uma multidão havia se reunido em Jerusalém "no nono mês [quisleu], no vigésimo dia do mês", Esdras informa que o povo "tiritava por causa das chuvas". Sobre as condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: " É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora". (Esdras 10:9,13; Jeremias 36:22). Não é de admirar que os pastores que viviam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com seus rebanhos em Dezembro.
No entanto, a Bíbilia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. De fato, o evangelista Lucas mostra que, naquela ocasião, havia pastores "vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos" perto de Belém. (Lucas 2:8-12). Note que os pastores estavam vivendo ao ar livre , não apenas saindo para os campos durante o dia. Eles mantinham seus rebanhos nos campos à noite. Será que essa referência de vida ao ar livre se harmoniza com o tempo frio e chuvoso do mês de Dezembro em Belém? Não. Portanto, as circunstâncias que cercaram o nascimento de Jesus indicam que ele não nasceu em Dezembro (e provavelmente nem no ano 1 da Era Cristã...).


Como chegaram a 25 de dezembro?
O Novo Testamento não diz nada a respeito da data de que Cristo veio ao mundo. Os romanos eram um povo pagão, que acreditavam em diversos deuses e faziam muitas festas para eles. As mais importantes eram as festas em homenagens aos solstícios de verão e de inverno. Em 221 EC, o historiador cristão Julius Africanus cravou o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro, dia que era celebrado o culto ao deus persa Mitra, que ganhou dos romanos uma data e celebração especial: O Festival do Sol Invicto, comemorado no dia 25 de dezembro. A igreja gostou, pois desta forma poderia angariar mais fiéis e melhor, de forma mais fácil, e assim, a partir do século 4, quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do império, começaram as comemorações do nascimento de Cristo a ser realizadas no dia 25 de dezembro, o que perdura até os dias atuais.

A dúvida Permanecere
A dúvida, então, permanece. Apesar da existência de pistas, nada pode ser afirmado ainda, apenas imaginado e deduzido. Isso, no entanto, não tira o significado do Natal, pois apesar da data não ser confiável, o acontecimento por ela representado continua a ser extremamente importante para os cristãos em todo o mundo. A única certeza é que o presépio deve refletir a realidade, pois Jesus deve ter realmente nascido em um lugar extremamente pobre, que muitos hoje acreditam ser no vilarejo de Nazaré, que tinha 400 habitantes.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PostHeaderIcon Quem foram os "reis magos"?

Os "Reis Magos" ou "Magos" (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados em apenas um dos quatro Evangelhos, o de Mateus, onde se afirma que teriam vindo "do leste" para venerar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". Como três presentes foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural e não há nenhuma menção de que eram reis. São figuras constantes em relatos do natividade e nas comemorações do Natal.

Belchior (também Melchior ou Melquior), Baltasar e Gaspar, não seriam reis nem necessariamente três, mas sim, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.
Segundo a escritora Elle White, "Os magos do Oriente eram filósofos. Faziam parte de uma grande e influente classe que incluía homens de nobre nascimento, bem como muitos dos ricos e sábios de sua nação. Entre estes se achavam muitos que abusavam da credulidade do povo. Outros eram homens justos, que estudavam as indicações da Providência na Natureza, sendo honrados por sua integridade e sabedoria. Desses eram os magos que foram em busca de Jesus."
Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Ao estudarem esses magos o céu estrelado, procurando sondar os mistérios ocultos em seus luminosos caminhos, viram a glória do Criador. Buscando mais claro entendimento, voltaram-se para as Escrituras dos hebreus. Guardados como tesouro havia, em sua própria terra, escritos proféticos, que prediziam a vinda de um mestre divino.
Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.
A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2:10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações a respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representar a realeza (além de providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19:39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.

    "Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2:11).
    "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2:12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal. Dos seus presentes surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.
A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71:11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.
Na antigüidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Quem hoje for visitar a catedral de Colônia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos reis magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do primeiro Natal, em Sewa, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até o século 12 (ano 1164), quando o imperador germânico Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colônia. Com os três já a serem venerados como santos, as relíquias foram colocadas na Catedral de Colônia (Alemanha), onde supostamente ainda se encontram. "Não sei quem está enterrado lá, mas com certeza não são eles", diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudo Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. Mas isso não diminui a beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao narrar o nascimento de Cristo. Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal.
Em várias partes do mundo, há festas e celebrações em honra aos Magos. Há importantes manifestações culturais e folclóricas no Brasil com o nome de Festa de Santos Reis.

Diferentes opiniões quanto a quando o menino Jesus foi visitado
A tradicional crença de que Jesus foi visitado quando do seu nascimento não é consensual entre todas as pessoas. Há pessoas que acreditam que Jesus já possuia uma certa idade. Segundo seus defensores há quatro linhas de evidência para acreditar que Jesus já não era mais um bebé quando recebeu a visita: a tradução para o texto de Mt. 2:11 usa a expressão "uma criancinha", "um menino", e não um bebê de diversas traduções, como a de Almeida; Mt. 2:11 também cita que quando Jesus foi encontrado estava em uma casa e não em uma manjedoura; o fato de Herodes mandar matar as crianças de até dois anos e, por último, o fato de Maria ter dado apenas dois pássaros no templo como contribuição pelo nascimento do menino, o que a identificava como muito pobre, e não parte dos presentes que supostamente já teria ganho, já que na visita ela, através de seu filho, ganhou ouro e outros ítens valiosos.
sexta-feira, 9 de julho de 2010

PostHeaderIcon Quem é a Pedra de Mateus 16:18?

Vamos analisar o texto de Mateus 16:15-19:
"15 Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? 16 Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17 Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; 19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus."
Estas palavras foram pronunciadas por Jesus quando Ele e os discípulos estavam caminhando para Cesaréia de Filipe, logo após a Sua pergunta: "Quem diz o povo ser o Filho do homem?" Mat. 16:13.
Após várias respostas, Pedro falou: "Tu és o Cristo, e Filho do Deus vivo." Mat. 16:16.
Após esta afirmação de Pedro, se seguiram as célebres palavras de Mat. 16:18:
"Tu és Pedro (em grego pétros) e sobre esta pedra (pétra)...".

Várias interpretações tem sido dadas a esta declaração, das quais três se destacam:
- A Pedra sobre a qual se construiria a Igreja de Deus é o próprio Cristo;
- A pedra é Pedro;
- A pedra é a confissão que Pedro fizera de Cristo. 

Qual seria a interpretação correta?
Quanto ao processo de interpretação de textos difíceis, duas regras básicas têm sido adoptadas pelos estudiosos sérios da Bíblia, cf. ref [1], p. 155 e 156. Eu destaco duas:
"Se há passagens obscuras, estas se explicam pelas que são mais claras, de tal sorte que a Escritura se explica pela própria Escritura." Irineu.
Orígenes apresenta mais ou menos a mesma ideia ao dizer que o texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados. 

PRIMEIRA INTERPRETAÇÃO: A PEDRA É CRISTO.
"Teólogos protestantes sempre foram ardorosos defensores da Igreja construída sobre Cristo.
Jerônimo, Agostinho e Ambrósio aplicam a pedra tanto a Pedro como a Cristo. Eis as palavras que aparecem no fim do Evangelho de Mateus, tradução da Bíblia do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, edição de 1857, de Lisboa, pág. 95:
"Santo Agostinho no tratado CXXIV sobre S. João entende por esta pedra não a Pedro, mas a Cristo, em quanto confessado Deus por Pedro, como se Cristo dissera: Tu és Pedro, denominado assim da pedra, que confessaste, que sou eu, sobre a qual edificarei a minha igreja’.
Estas palavras do maior teólogo católico romano por serem muito claras dispensam comentários.
"É do nosso conhecimento que o termo ‘pedra ou rocha’ foi usado no Velho Testamento para Deus. Salmo 18:2 – O Senhor é a minha rocha; Deut. 332:4 – Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas.
"O Messias é descrito em Isaías 28:16 como ‘uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada’." – Explicação de textos difíceis da Bíblia, (ref. [1]) p. 155 e 156.
Coloco aqui outras referências bíblicas que demonstram que: JESUS foi a Pedra rejeitada pelos judeus:
- Isaías 8:14: "Então Ele... Pedra de tropeço, e de Rocha de escândalo..."
- Mat. 21:42: "...A Pedra... rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo..."
- Atos 4:11: "Ele é a Pedra ... rejeitada ... posta por cabeça de esquina..."
- Rom. 9:33: "...Sião uma Pedra de tropeço, e uma Rocha de escândalo..."
(Explicando: Os judeus achavam um escândalo o Messias morrer na cruz, já que O esperavam para sentar-Se no trono de Davi).
E o mais importante:
o Efésios 2:20; 11:22; 5:23: "...Jesus Cristo é a principal Pedra de esquina... cabeça da igreja".
Em toda a Bíblia, a Pedra é identificado indubitavelmente a JESUS CRISTO, a Rocha Eterna:
- Números 20:11: "...Moisés levantou a mão, e feriu a Rocha duas vezes..."
- I Coríntios 10:4: "E beberam... da Pedra espiritual... e a Pedra era Cristo."
- Deut. 32:4: "Ele [Jesus] é a Rocha, cuja obra é perfeita..."
- Salmo 18:2: "O Senhor é a minha Rocha..."
- Salmo 19:14: "...Senhor, Rocha minha e libertador meu!"
- Salmo 28:1: "A Ti clamarei, é Senhor, Rocha minha..."
- Salmo 89:26: "...a Rocha da minha salvação."
- Salmo 95:1: "...a Rocha da nossa salvação."
- Salmo 144:1: "Bendito seja o Senhor, minha Rocha..."

E o próprio Pedro confirmou que a Pedra é Cristo:
- I Pedro 2:4: "...E chegando-vos para Ele [Jesus] – Pedra viva..."
- I Pedro 2:6-8: "Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina, e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes..."

Paulo define a questão com estas palavras incisivas:
- I Coríntios 3:11: "Porque ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."
Jesus Cristo mesmo interpretou ser Ele a "Pedra Angular" de qual falava o Velho Testamento:
- Mat. 21:42-44: "Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó." 

SEGUNDA INTERPRETAÇÃO: A PEDRA É PEDRO
"Esta tese é sustentada pela maioria dos comentadores católicos.
"Vincent, comentando Mateus 16:18 defende a ideia de que a Igreja foi construída sobre Pedro, desde que Cristo nesta passagem aparece não como a fundação, mas como o arquitecto.
"Outros apresentam o seguinte argumento: a conjunção coordenativa ‘e’ , em grego ‘kai’ liga orações que têm o mesmo valor, por isso se Cristo visasse estabelecer um contraste entre Ele e Pedro teria empregado a conjunção ‘allá’ = mas. Este argumento não é seguro porque ‘kai’ tem em grego também o significado de ‘mas’. Ver Arndt and Gingrich, página 393 e Robertson, página 1181.
"A igreja católica se baseia num texto isolado sem levar em consideração o consenso de todo o ensino bíblico a respeito, isto é, sem considerar os dois princípios hermenêuticos (de Irineu e Orígenes) já citados anteriormente.
"Analisando vários textos das Escrituras chega-se à conclusão indiscutível de que a Bíblia ensina que Cristo é a Pedra e não Pedro.
"O próprio Pedro, através de suas enfáticas declarações, se encarregou de dirimir todas as dúvidas neste sentido. I Pedro 2:4-8...

"Provas bíblicas de que Pedro não foi escolhido como líder da Igreja, ou Superior Hierárquico dos Apóstolos:
a. Mateus 23:8 e 10 nos ensina que Cristo não queria que nenhum deles fosse mestre ou guia, porque esta é uma prerrogativa divina.
b. Lucas nos relata (9:46; 22:24-30), que por duas vezes se levantou entre os discípulos o problema de quem entre eles tinha a primazia. Tal problema jamais se levantaria se Cristo tivesse estabelecido a Pedro como superior a eles.
c. Se Cristo tivesse indicado a Pedro como líder da Igreja, como o Papa, ele seria infalível em suas decisões, portanto jamais lhe aconteceria o que Lucas nos relata no seu evangelho capítulo 22:54-60 [a negação de Pedro].
d. Sendo Pedro o dirigente, seria a pessoa que enviaria outros, mas Lucas nos informa em Actos 8:14 que Pedro e João foram enviados pelos apóstolos.
e. Se fosse o superior hierárquico dos apóstolos, a argumentação que eles fizeram e a defesa de Pedro seriam inoportunas e sem fundamento, conforme o relato de Actos 11:1-18 [a pregação do evangelho aos não-judeus].
f. O primeiro concílio da igreja não foi convocado e dirigido por Pedro, mas por Tiago. O contexto apresentado pelo Dr. Lucas (Actos 15:13, 19) sugere que Tiago era o presidente.
g. Em Actos 15:22-29 há o relato de que a epístola enviada a Antioquia foi dirigida em nome dos apóstolos, dos presbíteros, e da igreja e não por Pedro.
h. Se Pedro fosse o líder, Paulo não poderia escrever o que se encontra em Gálatas 2:11-14, pois seria faltar à ética hierárquica. [11: Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível.] A afirmação no verso 11 é bastante taxativa para desmoronar todo o falso edifício que o papado tem construído na base de Mateus 16:18 sobre o primado de Pedro.
i. I Coríntios 12:28. Se Pedro fosse o Papa, na enumeração dos ofícios da Igreja, Paulo não se esqueceria deste tão preeminente – o Vigário de Cristo [28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.]
j. Paulo afirma em Gálatas 2:9 que Tiago, Cefas (Pedro) e João eram considerados como colunas. Note-se que Tiago está em primeiro lugar." – [1], p. 158 a 161.

Outras referências bíblicas que indicam que Pedro não tinha a primazia da Igreja Apostólica, como arroladas por Lourenço Gonzalez, ref. [2], p. 59: Se Pedro fosse o Papa:
Os discípulos não disputariam pela primeira posição entre si (Mat. 23:8,10; Luc. 9:46; 22:24-30); Não seria o apóstolo da circuncisão [Ele achava que o Evangelho não deveria ser pregado aos não-judeus/incircuncisos) (Gál. 2:8);
Como ficaria o seu casamento? (Mat. 8:14; Mar. 1:30; Luc. 4:38);
Não levaria a sua esposa nas suas viagens missionárias (I Cor. 9:5);
Não negaria a Jesus (Luc. 22:57), não mentiria ao ser identificado como apóstolo (Luc. 22:58), nem disfarçaria diante da verdade (Luc. 22:60);
Enviaria outros apóstolos para Samaria em vez de ser enviado (Actos 8:14);
Não se justificaria perante a igreja, por ter baptizado Cornélio (Actos 11:1-11);

O primeiro Concílio Cristão, ocorrido em 52 d.C., seria presidido por ele e não por Tiago (Atos 15:13,19) e a Carta Oficial deste Concílio seria assinada por ele e não foi (Atos 15:22,23);
Paulo não o repreenderia publicamente se fosse ‘infalível’ (Gál. 2:11-14);
Estaria na primeira posição e não na segunda, como coluna da igreja (Gál. 2:9);
Por fim...
Uma passagem que se destaca pelo que ela não mostra, Apocalipse 21:14: "O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro."

Ao descrever a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, João cita que viu escritos o seu nome e dos seus companheiros apóstolos nos fundamentos da cidade. Não há, porém, destaque de nenhum nome em especial, o que certamente ocorreria se um deles tivesse sido escolhido como fundamento da igreja. 

TERCEIRA INTERPRETAÇÃO: A PEDRA SERIA A CONFISSÃO DE PEDRO
"Crisóstomo (350-407 AD) afirmou que a igreja foi construída sobre a confissão de Pedro. Outros Pais da Igreja e reformadores como Lutero, Huss, Zwínglio e Melanchton defendem a mesma ideia.

"Os fatos parecem indicar que esta não é a melhor interpretação, desde que a Igreja não é construída sobre confissões, mas sobre os que fazem a confissão, isto é, sobre seres vivos: Cristo, os Apóstolos e os que aceitam a Cristo como Seu Salvador. As passagens de Efésios 2:20 e I Pedro 2:4-8 confirmam as declarações anteriores." [1], p. 163. 

PÉTROS E PÉTRA
"Dicionário e Comentários nos comprovam que Pedro, em grego ‘Pétros’ dignifica um fragmento de pedra, pedra movediça, lasca da rocha; enquanto pedra, no grego ‘Pétra’ significa rocha, massa sólida de pedra.
"Alguns comentaristas asseveram que o Espírito Santo orientou o apóstolo, ao redigir esta passagem para empregar duas palavras, em grego, para evitar a idéia de que Pedro fosse a pedra.
"Desta sucinta explicação se conclui que Pétros não é um símbolo apropriado para um fundamento, um edifício, mas que Pétra – rocha é um símbolo muito próprio para o fundamento estável e permanente da Igreja.
"Na Ilíada, VII, 270, Ajax está atirando uma pedra (pétros) em Heitor, mas na Odisséia, IX, 243, há o relato de uma pedra (pétra) colocada na porta de uma caverna, inamovível pelo seu tamanho descomunal." [1], p. 158.
Fonte (artigo original): Blog Religiões Cristãs
domingo, 30 de maio de 2010

PostHeaderIcon Defesas Contra a Astrologia


Dez perguntas e um punhado de informações constrangedoras para quem acredita que os astros influem sobre a vida humana

por Andrew Fraknoi (Matéria Original)
Acontece com todos nós – astrônomos profissionais, amadores ativos e curiosos preguiçosos. É só falarmos a alguém de nosso interesse nos céus e rapidamente nos vemos arrastados a um debate sobre astrologia. Para muitos de nós é difícil saber como reagir educadamente a alguém que leva a sério essa antiga superstição. A revelação, feita no ano passado, de que as agendas diárias da Casa Branca, no tempo do presidente Reagan, eram acertadas e reajustadas com base nas previsões de uma astróloga de São Francisco trouxe um novo foco de atenção à ampla aceitação da astrologia por parte do público. Mais do que nunca, qualquer pessoa está sujeita a se envolver numa discussão sobre o valor e a eficácia da astrologia. Assim, eis aqui um guia de fácil acesso para algumas das respostas que se pode dar às alegações dos astrólogos. A base da astrologia não poderia ser mais simples: o caráter e o destino de uma pessoa podem ser entendidos a partir das posições do Sol, da Lua e dos planetas no instante do nascimento. Interpretando a posição desses corpos celestes, mediante o uso de um mapa chamado horóscopo, os astrólogos alega, prever e explicar o curso da vida e ainda ajudar pessoas, empresas e até nações em decisões de grande importância. Por mais implausíveis que essas alegações possam soar aos ouvidos de quem saiba o que realmente são e quão distantes estão o Sol, a Lua e os planetas, uma pesquisa do Gallup, realizada em 1984, revelou que 55 por cento dos adolescentes americanos acreditam em astrologia. E, diariamente, milhares de pessoas baseiam cruciais decisões médicas, profissionais e pessoais em conselhos recebidos de astrólogos e de publicações dedicadas à astrologia.
Os detalhes de suas origens exatas perdem-se na Antiguidade, mas a astrologia tem, pelo menos, milhares de anos de idade e aparece sob diversas formas em muitas culturas. Ela surgiu em uma época em que a visão que a humanidade tinha do mundo era dominada pela magia e pela superstição, quando a necessidade de compreender os padrões da natureza era frequentemente uma questão de vida ou morte.
Os corpos celestes, naquele tempo, pareciam ser deuses ou espíritos importantes ou, pelo menos, símbolos ou representantes de personagens divinos, que pareciam passar o tempo mexendo com as vidas diárias dos seres humanos. As pessoas procuravam ansiosamente no céu sinais que lhes permitissem descobrir o que os deuses fariam em seguida.
Considerado nesse contexto, um sistema que relacionasse os planetas brilhantes e as constelações zodiacais às significativas questões da vida tinha tudo para ser atraente e tranquilizador. E mesmo hoje, apesar de tantos esforços empregados no ensino e na divulgação da ciência, para muita gente o apelo da astrologia não diminuiu. Para essas pessoas, pensar no planeta Vênus como um mundo deserto, coberto de nuvens e quente como um forno é muito menos sedutor do que vê-lo como uma fonte de ajuda na hora de decidir um casamento. Uma boa maneira de começar a pensar na perspectiva astrológica é dar uma olhada cética, mas bem-humorada, nas consequências lógicas de algumas de suas alegações. Aqui estão minhas dez perguntas favoritas aos defensores da astrologia.

1. Qual a probabilidade de que 1/12 da população mundial esteja tendo o mesmo tipo de dia?
Os astrólogos que publicam horóscopos nos jornais (que aparecem em mais de 1200 diários, só nos Estados Unidos) asseguram que você pode saber algo sobre seu dia lendo um dos doze parágrafos no seu matutino predileto. Uma divisão elementar mostra que 400 milhões de pessoas pelo mundo afora terão o mesmo tipo de dia, todo santo dia. Dada a necessidade de atender a tantas expectativas ao mesmo tempo, torna-se claro o motivo pelo qual as previsões astrológicas vem acondicionadas em um palavreado o mais vago e o mais genérico possível.

2. Por que a hora do nascimento, e não a da concepção, é crucial para a astrologia?
A astrologia parece científica para algumas pessoas porque o horóscopo é baseado em um dado exato: o tempo do nascimento de cada um. Quando a astrologia foi estabelecida, há muito tempo, o instante do nascimento era considerado o ponto mágico da criação da vida. Mas hoje entendemos o nascimento como o ponto culminante de um desenvolvimento ininterrupto de nove meses dentro do útero. Tanto assim que atualmente cientistas acreditam que muitos aspectos da personalidade de uma criança são estabelecidos muito antes elo nascimento. Suspeito que o motivo pelo qual os astrólogos ainda se mantêm fiéis ao momento do nascimento tem pouco a ver com a “teoria” astrológica. Quase todo cliente sabe quando nasceu, mas é difícil (e talvez embaraçoso) identificar o momento da concepção de uma pessoa.

3. Se o útero da mãe pode afastar influências astrológicas até o nascimento, será que podemos fazer a mesma coisa com um pedaço de filé?
Se forças tão poderosas emanam do céu, por que elas são inibidas antes do nascimento por uma fina camada protetora feita de músculo, carne e pele? Se o horóscopo potencial de um bebê for insatisfatório, será que poderíamos retardar a ação das influências astrológicas circundando imediatamente o recém-nascido com um naco de carne até que os Signos celestiais fiquem mais auspiciosos?

4. Se os astrólogos são tão bons quanto afirmam, por que eles não são mais ricos?
Alguns astrólogos respondem que não podem prever eventos específicos, apenas tendências amplas. Outros alegam ter o poder de prever grandes eventos, mas não pequenos acontecimentos. Mas, seja como for, os astrólogos poderiam ganhar bilhões prevendo comportamento geral do mercado de ações ou do mercado futuro de ouro - assim não precisariam cobrar consultas tão caras de seus clientes. Em outubro de 1987, quantos astrólogos previram a Segunda-Feira Negra na Bolsa de Valores de Nova Yourk e advertiram seus clientes a respeito?

5. Estarão incorretos todos os horóscopos feitos antes da descoberta dos três planetas mais distantes?
Alguns astrólogos afirmam que o signo do Sol (a localização do Sol no zodíaco no instante do nascimento), usado exclusivamente por muitos horóscopos de jornais, é um guia inadequado para os efeitos do Cosmo. Esses praticantes “sérios" (geralmente aqueles que perderam o lucrativo negócio das colunas de astrologia na imprensa) insistem que a influência de todos os corpos principais no sistema solar deve ser levada em consideração - incluindo Urano, Netuno e Plutão, que somente foram descobertos em 1781, 1846 e 1930, respectivamente. Nesse caso, o que será que acontece com a alegação de alguns astrólogos, segundo a qual sua arte tem permitido previsões corretas durante muitos séculos? Não estarão errados todos os horóscopos traçados antes de 1930? E por que as imprecisões dos antigos horóscopos não levaram os astrólogos a deduzir a presença de Urano, Netuno e Plutão muito antes que os astrônomos os descobrissem? E que acontecerá se os astrônomos descobrirem um décimo planeta? E que dizer dos asteróides e das luas do tamanho de planetas, localizados na periferia do sistema solar?

6. Não deveríamos condenar a astrologia como uma forma de intolerância?
Numa sociedade civilizada, deploramos todos os sistemas que julgam os indivíduos meramente pelo sexo, cor da pele, religião, nacionalidade ou por quaisquer outros acasos de nascimento. No entanto, os astrólogos alardeiam que podem avaliar as pessoas baseados em outro acaso de nascimento - as posições dos corpos celestes. Será que a recusa em namorar alguém do signo de Leão ou de empregar alguém de Virgem não é tão condenável quanto a recusa em namorar um protestante ou dar emprego a um negro?

7. Por que diferentes escolas de astrologia discordam tão frontalmente entre si?
Os astrólogos parecem discordar em relação às questões mais fundamentais de seu ofício: levar ou não em conta a precessão (o movimento) do eixo da Terra, quantos planetas e outros corpos celestes devem ser incluídos e principalmente - que traços de personalidade devem ser atribuídos aos fenômenos cósmicos. Leiam-se dez colunas diferentes sobre astrologia, ou consultem-se dez diferentes astrólogos e provavelmente se sairá com dez interpretações diferentes. Se a astrologia fosse uma ciência, como seus proponentes sustentam, por que seus praticantes não estão convergindo para uma teoria consensual depois de milhares de anos de coleta de dados e de refinamento de sua interpretação? Idéias científicas geralmente convergem com o passar do tempo, na medida em que são testadas em laboratórios e cotejadas com outras evidências. Em contraste, sistemas baseados em superstição ou em crença pessoal tendem a divergir, pois seus praticantes vão esculpindo nichos separados enquanto se acotovelam na disputa por poder, riqueza ou prestígio.

8. Se a influência astrológica é exercida por alguma força conhecida, por que os planetas dominam?
Se os efeitos da astrologia podem ser atribuídos à gravidade, à força das marés ou ao magnetismo (cada qual invocado por uma escola diferente), mesmo um calouro em Física poderia realizar os cálculos necessários para ver o que realmente afeta um recém-nascido. Esses cálculos estão formulados para muitos casos diferentes no livro Astrology: frue or false (Astrologia: verdade ou mentira, ainda não editado no Brasil), de Roger Culver e Philip Ianna.
Por exemplo, o obstetra que faz o parto exerce um força gravitacional cerca de seis vezes superior à Marte e cerca de dois trilhões de vezes maior do que a da maré. O médico pode ter muito menos massa do que o planeta vermelho, mas estará muito mais perto do bebê.

9. Se a influência astrológica é exercida por uma força desconhecida, por que não depende da distância?
Todas as forças de longo alcance conhecidas no Universo ficam mais fracas à medida que os objetos se distanciam. Mas, como seria de esperar de um sistema que tivesse a Terra no sue centro, imaginado há milhares de anos, as influências astrológicas não dependem em nada da distância. A importância de Marte em um dado horóscopo é idêntica, esteja o planeta do mesmo lado do Sol que a Terra ou sete vezes mais distante, do outro lado. Uma força independente da distância seria uma descoberta revolucionária.

10. Se a influência astrológica não depende da distância, por que não existe astrologia de estrelas, galáxias e quasares?
O astrônomo francês Jean-Claude Pecker observou que os astrólogos parecem ter uma mente muito estreita quando limitam seu ofício a nosso sistema solar. Bilhões de estupendos corpos espalhados por todo o Universo deveriam somar sua influência à dos nossos pequenos Sol, Lua e planetas. Será que um cliente, cujo horóscopo omite seus efeitos de Rigel, do pulsar do Caranguejo e da galáxia M31, recebeu um mapa astrológico realmente completo?

Mesmo se concedermos aos astrólogos o benefício da dúvida em todas essas questões – aceitando que possam existir influências astrológicas além de nosso conhecimento atual do Universo -, há um devastador pormenor final. A astrologia simplesmente não funciona. Muitos testes comprovaram que, a despeito de suas alegações, os astrólogos não podem prever coisa alguma. Afinal de contas, não precisamos saber como algo funciona para perceber se funciona. Durante as duas últimas décadas, enquanto os astrólogos sempre estavam de alguma forma muito ocupados para conduzir testes estatisticamente válidos de seu trabalho, cientistas físicos e sociais o fizeram por eles. Consideremos alguns estudos representativos.
O psicólogo Bernard Silverman, da Universidade de Michigan, estudou as datas de nascimento de 5956 pessoas que estavam casando e de 956 outras que estavam se divorciando. A maioria dos astrólogos afirma que podem ao menos prever quais os signos astrológicos compatíveis ou incompatíveis quando se trata de pessoas. Silverman comparou tais previsões com os registros reais e não encontrou nenhuma correlação. Homens e mulheres com “signos compatíveis” casaram e se divorciaram com a mesma frequência de casais com “signos compatíveis”. Muitos astrólogos insistem que o signo do Sol de uma pessoa se relaciona fortemente com a escolha de sua profissão. Realmente, o aconselhamento vocacional é uma importante função da moderna astrologia. O físico John McGervey, da Universidade Case western Reserve, de Cleveland, analisou biografias e datas de nascimentos de cerca de 6 mil políticos e 17 mil cientistas para ver se os membros dessas profissões estariam agrupados em certos signos, como os astrólogos predizem. Ele verificou que os signos de ambos os grupos se distribuíam completamente ao acaso.
Para superar as objeções que seriam levantadas por astrólogos que acham que apenas o signo é insuficiente para uma avaliação, o físico Shwan Carlson, do Laboratório Lawrence Berkley, realizou um engenhoso experimento. Grupos de voluntários foram solicitados a dar as necessárias informações para a preparação de um horóscopo completo e a preencher o chamado California Personality lnventory, um questionário padrão empregado pelos psicólogos, que trabalha apenas com o mesmo tipo de termos descritivos, genéricos e amplos que os astrólogos utilizam. Uma "respeitada" organização astrológica construiu horóscopos para os voluntários enquanto 28 astrólogos profissionais, que haviam aprovado o procedimento antecipadamente, receberam cada qual um horóscopo e três perfis de personalidade, um dos quais pertencia ao sujeito do horóscopo. A tarefa deles era interpretar o horóscopo e determinar a qual dos três perfis ele correspondia.
Embora os astrólogos tivessem previsto um resultado superior a 50 por cento de acertos, o resultado final, em 116 tentativas, foi de apenas 34 por cento de acertos - exatamente o que se pode esperar de simples palpites. Carlson publicou seus resultados na edição de 5 de dezembro de 1985 da revista científica Nature, para grande constrangimento da comunidade astrológica. Outros testes mostram que pouco importa o que diga um horóscopo, desde que a pessoa sinta que as interpretações foram feitas para ela, pessoalmente. Poucos anos atrás, o estatístico francês Michel Gauquelin enviou a 150 pessoas o mapa astral de um dos piores assassinos da história francesa e perguntou-lhes se elas se identificavam com aquela descrição. Noventa e quatro por cento das pessoas responderam que se reconheciam naquele mapa.
Os astrônomos Culver e Ianna verificaram que, de mais de 3 mil previsões de astrólogos conhecidos (muitas das quais sobre políticos, artistas de cinema e outras pessoas famosas), somente cerca de 10 por cento deram certo, Se as estrelas levam os astrólogos a nove previsões incorretas em cada dez tentativas, elas dificilmente podem ser consideradas como guias confiáveis para quaisquer decisões. Evidentemente, aqueles de nós que amam a Astronomia não podem simplesmente esperar que desapareça a paixão desenfreada do público pela astrologia. Devemos nos manifestar contra ela, sempre que necessário ou apropriado, debatendo as suas deficiências e encorajando um interesse pelo Cosmo real, de mundos e sóis remotos, que piedosamente não estão preocupados com as vidas e os desejos das criaturas do planeta Terra. Não devemos permitir que mais uma geração de jovens cresça algemada a uma antiga fantasia, resquício de um tempo em que o homem se encolhia perto do fogo, com medo da noite.
quinta-feira, 20 de maio de 2010

PostHeaderIcon "Eva Mitocondrial"

Não é de hoje que o homem procura saber suas origens. Estudos e teorias de vários tipos vêm sendo utilizados para explicar "de onde viemos".
Estudos recentes revelaram a existência de uma possível “Eva”. Ou seja, uma mulher africana que supostamente teria dado origem a toda a humanidade. O pior é que a teoria é convincente, bastante plausível. Os cientistas afirmam que a mitocôndria teria sido uma bactéria que se tornou um parasita obrigatório de células eucarióticas, como as nossas. Mas não é aí que a teoria se encaixa. Toda a teoria, na verdade, baseia-se no fato de que o DNA mitocondrial é exclusividade materna, transmitido sempre através das mães, que passam esse material genético aos seus filhos e filhas - as quais, novamente, o transmitem aos seus descendentes. E é aí que a possibilidade de se criar uma enorme “árvore genealógica” se faz presente.
A experiência na verdade foi um tanto simples. Retiraram-se amostras de DNA de 147 diferentes indivíduos de grupos antropologicamente diversos. Uma análise comparativa das mutações em cada amostra foi feita. Assumiu-se que, quanto menor as diferenças mutacionais entre dois indivíduos, mais proximamente relacionados eles estavam. A partir dos resultados apurados, pôde-se observar que um tronco comum que rapidamente se formou. Rapidamente significa dizer que todos os indivíduos testados poderiam ser considerados descendentes de uma mãe comum africana em um passado evolutivo recente. Estima-se que esta mulher deva ter vivido há cerca de 200.000 anos.
É lógico que falhas nesta teoria têm sido debatidas, como, por exemplo: Os 200.000 anos poderiam estar errados se a taxa de mutação para o DNAmt estivesse errada; A seleção dos 147 indivíduos pode não ser suficiente para mostrar outras tendências evolutivas nos seres humanos; Em uma geração em que apenas nascem filhos, uma ramificação da árvore evolutiva se perde; E vários questionamentos vão surgindo a medida que esta teoria vai se espalhando. Entretanto, pode-se dizer que a teoria vem sendo bem aceita e que o modelo está basicamente correto.
Na condição de cristão, achei muito interessante e curioso o estudo da "Eva Mitocondrial". Imediatamente me lembrei que tanto a ciência quanto a Bíblia não dão exatidão precisa quanto ao período no qual Eva teria vivido e mencionam a África como ponto de origem da humanidade, como observamos na descrição do Jardim do Éden no livro de Gênesis (2:10-14):
2:10 - E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.
2:11 - O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro;
(...)
2:13 - O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche.
2:14 - O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.
Como se sabe, estes rios se localizam na África.
Veja aqui o artigo original sobre a Eva Mitocondrial!

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